Lições de Toy Story 5 que valem para todas as idades

O quinto filme da franquia Toy Story, lançado pela Pixar, aborda temas como pertencimento, autoestima e a importância de viver experiências fora do mundo digital. A nova animação acompanha a personagem Bonnie, uma criança que tem dificuldade para fazer amigos pessoalmente. Seus pais compram um tablet infantil que promete aumentar a vida social dela por meio de chats e jogos. Bonnie logo faz três amigas, mas para se encaixar, ela deixa de lado seus brinquedos, como Jessie e Buzz, para ficar online e evitar o bullying das novas colegas.
A trama não foca na disputa por ser o brinquedo favorito ou no medo de ser descartado, mas na necessidade de salvar a criança para que ela não viva a infância no modo automático causado pelo uso de telas. O filme traz lições sobre o valor próprio, mostrando o personagem Woody, que antes buscava validação externa, mas agora age sem precisar de legitimação, encontrando alegria em ser útil. A história também aborda como o afeto pode continuar mesmo com as mudanças da vida, como Jessie descobre ao saber que sua antiga dona deu à filha o nome dela em homenagem.
Outra lição é que pertencer a um grupo não deve custar a identidade de uma pessoa. Bonnie esconde seus gostos para ser aceita, mas encontra uma amizade verdadeira com Blaze, que a ajuda a retornar à sua essência. O filme também contrasta o entretenimento da tecnologia com a transformação proporcionada pela brincadeira. Enquanto um jogo no tablet apenas entretém, brincar com brinquedos exige imaginação e cria experiências mais profundas. A animação não faz uma guerra contra a tecnologia, mas lembra que ela deve ser usada com equilíbrio.


