sexta-feira, 26 de junho de 2026Noticias em tempo real
Romances e Leituras
Romances e Leituras
Notícias

Forró Junino: de Luiz Gonzaga ao piseiro de João Gomes

Por Romances e Leituras · · 2 min de leitura
Forró Junino: de Luiz Gonzaga ao piseiro de João Gomes
(Foto: Acervo Luiz Gonzaga) Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião

O clima de Festa Junina tomou conta das ruas, praças e corações. Na vestimenta, camisa xadrez, chapéu de palha e botas. À mesa, as delícias típicas de São João. Para aquecer o corpo, vinho quente e quentão dividem espaço com o calor da fogueira nas noites frias de outono e inverno. A trilha sonora que acompanha essa cena é, provavelmente, o forró.

Ao som da zabumba, do triângulo e da sanfona, o gênero se tornou um dos símbolos mais marcantes das festas juninas. Nascido no Nordeste, o forró atravessou fronteiras, conquistou o país e, ao longo das décadas, ganhou novas sonoridades sem perder as raízes.

Para celebrar essa tradição musical, a Vida Simples reuniu uma seleção de artistas que representam diferentes fases e vertentes do forró. Do pé-de-serra do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, ao piseiro popularizado por João Gomes, a lista percorre estilos, gerações e histórias que ajudaram a manter o gênero vivo e em constante renovação.

Luiz Gonzaga é o maior ícone do forró. O pernambucano levou a cultura musical nordestina para todo o país, popularizando ritmos como baião, xaxado, xote e forró pé-de-serra. Com canções como "Asa Branca", ele transformou em música as paisagens e costumes do Nordeste.

Sivuca, paraibano, foi um nome fundamental. Sanfoneiro, multi-instrumentista e compositor, levou a música nordestina para além das fronteiras brasileiras. Sua obra é marcada pela sofisticação musical e valorização das raízes populares.

Dominguinhos, discípulo de Luiz Gonzaga, deu continuidade ao legado do Rei do Baião. Com talento para a composição e uma sanfona inconfundível, transitou entre o forró e a MPB. Canções como "Eu Só Quero um Xodó" eternizaram seu nome.

Geraldo Azevedo, pernambucano, construiu uma obra com sensibilidade poética e influências da cultura nordestina. Suas composições transitam entre o forró, a MPB e a música regional.

Alceu Valença, conterrâneo e parceiro de Geraldo Azevedo, tem voz marcante e energia contagiante. Em sua obra, o forró dialoga com frevo, maracatu e rock. Canções como "Anunciação" e "Morena Tropicana" embalam festas juninas em todo o país.

Flávio José, paraibano, é um dos guardiões do forró tradicional. Com sua sanfona e letras sobre amor e saudade, mantém viva a essência do forró pé-de-serra.

Elba Ramalho, paraibana, teve papel fundamental na popularização do forró. Ao longo de décadas, combinou tradição e modernidade, levando a cultura nordestina para grandes palcos.

A banda Falamansa, surgida no fim dos anos 1990, aproximou o forró universitário do grande público. Canções como "Xote dos Milagres" e "Xote da Alegria" se tornaram clássicos das rodas de forró pelo Brasil.

A parceria entre Mariana Aydar e Mestrinho representa o encontro entre tradição e renovação. Juntos, aproximam o forró de novos públicos, valorizando as raízes com abordagens contemporâneas.

João Gomes é um dos principais fenômenos recentes da música brasileira. Natural de Pernambuco, conquistou milhões de ouvintes ao unir elementos tradicionais do forró ao piseiro, levando o estilo a novos patamares de popularidade.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X

Leia também