quinta-feira, 25 de junho de 2026Noticias em tempo real
Romances e Leituras
Romances e Leituras
Notícias

5 lições de 'Meu Nome é Agneta' para viver com leveza

Por Romances e Leituras · · 3 min de leitura
5 lições de 'Meu Nome é Agneta' para viver com leveza
(Foto: divulgação) Atriz Karin Franz Körlof interpreta Agneta em filme sueco que entrou para a lista dos mais assistidos da Netflix

O filme sueco “Meu Nome é Agneta”, que entrou para a lista dos mais assistidos da Netflix, acompanha a história de uma mulher comum que passou boa parte da vida tentando se encaixar no que esperavam dela. A personagem se dedicou a um trabalho que já não fazia sentido e a uma família que parecia não enxergá-la. Ela fez tudo “certo”, cuidou de todos, mas, em algum momento, deixou de olhar para si mesma.

Ao se aproximar dos 50 anos, Agneta é demitida e parece perder a confiança de que encontrará um novo emprego. É a partir de uma vaga de au pair na França que a esperança começa a reaparecer. “É, uma vida inteira de trabalho invisível vira um currículo bastante longo”, desabafa a personagem, que passou anos limpando, cozinhando e sustentando uma rotina doméstica historicamente atribuída às mulheres.

Em Provença, já em território francês, ela conhece Einar, um idoso gay e excêntrico que precisou romper com a ideia de família tradicional para viver a própria sexualidade. Entre os dois, nasce uma amizade que abre espaço para perguntas antigas, desejos adormecidos e para a possibilidade de imaginar a vida além do caminho que pareceu ser o único.

Nunca é tarde para se descobrir

Agneta parece ter construído uma identidade de fora para dentro, baseada em cumprir funções de esposa, mãe ou “mulher direita”. É como se o mundo tivesse decidido quem ela deveria ser antes que pudesse se perguntar quem realmente é. Em uma conversa, Einar pede que ela conte sua história. Com espanto, a personagem percebe não saber muito sobre si mesma, apenas sobre a vida que construiu em torno das necessidades dos outros.

Pare de viver para cumprir expectativas

“Por que deveria ligar pro que os outros pensam? As pessoas só se importam com elas mesmas. Tente e verá como eles não ligam. Faça algo que nunca ousou fazer”, diz Einar para Agneta. A frase lembra que cada pessoa é protagonista da própria vida, mas, nas histórias dos outros, quase sempre aparece como coadjuvante. O trecho faz um convite simples: perceber que talvez você não seja tão importante para os outros, e isso pode ser libertador.

Com as pessoas certas, você brilha diferente

Ainda na Suécia, a protagonista se acostuma a ver as próprias paixões, como a culinária e os vinhos, reprimidas pelo companheiro. É somente escondida no quarto que seus desejos aparecem. “Magnus acha que eu não tenho motivação. Só que eu tenho. Mas é o tipo errado de motivação”, conversa consigo mesma. Já em Provença, as pessoas ao redor fazem Agneta se sentir bonita e confiante, demonstrando interesse por sua história e a olhando sem julgamento.

Se olhe com atenção e gentileza

Em uma das cenas, a protagonista fica em frente ao espelho, olha para o próprio corpo e fala com carinho sobre cada parte dele. A cena toca em algo que muitas mulheres vivem: a forma crítica como foram ensinadas a olhar para si mesmas. O trecho faz um convite para olhar para cada parte de si com mais presença e gentileza, em vez de procurar defeitos.

Ainda dá tempo de reconstruir laços

Durante o longa, é possível conhecer mais sobre Einar, que quando jovem precisou romper com a esposa para viver com o homem por quem se apaixonou. A ex decide impedir a convivência entre o pai e o filho pequeno. Einar não deixa de alimentar esse amor, guarda o quarto do filho e, toda sexta-feira, veste o terno mais bonito para esperá-lo no bar. Quando o encontro acontece, o rapaz encontra um pai que sempre desejou ter sua presença por perto.

Dance, imagine e se divirta

“Se alguém te convidar para dançar, você nunca deve recusar”. Quando Magnus, marido de Agneta, entra em cena, o cenário parece ficar mais cinza. Ele é um personagem tomado pela rigidez e controle. Ao lado dele, qualquer gesto de espontaneidade parece virar constrangimento. Enquanto isso, Einar e Agneta ensinam que colorir os dias pode ser um caminho para viver com mais leveza, seja ao dançar, fazer brincadeiras ou fechar os olhos para imaginar uma história.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X

Leia também