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Toy Story 5: lições de pertencimento e vida offline

Por Romances e Leituras · · 2 min de leitura
Toy Story 5: lições de pertencimento e vida offline
(Foto: divulgação) Em 'Toy Story 5', os brinquedos estão diante de um novo desafio: ajudar as crianças a lidar com com a tecnologia

Nova animação da Pixar fala sobre pertencimento, autoestima e a importância de lembrar que a vida também acontece no offline.

Em 1995, Toy Story foi lançado com uma trilha sonora que encantou gerações. Trinta anos depois, o quinto longa-metragem da franquia resgata o espírito de cuidado para ajudar as crianças a viverem os desafios da infância na era da tecnologia.

A história acompanha Bonnie, que é tímida demais para falar com outras crianças pessoalmente. Preocupados, os pais compram um tablet infantil que promete aumentar a vida social dos pequenos por meio de chats e jogos em uma rede social. Logo, Bonnie faz três amigas, mas para elas brincar com bonecos é infantil. A personagem acaba deixando Jessie, Buzz e os outros brinquedos de lado para ficar online e não sofrer bullying.

A trama principal não foca na disputa pelo posto de favorito, mas na necessidade de salvar a criança que amam para que ela não viva uma infância no modo automático provocado pelo uso de telas.

A liberdade de saber o próprio valor

Woody parece ter alcançado a liberdade. Sem a necessidade de pertencer a alguém, ele decidiu viver com os amigos que ama e ajudar outros brinquedos porque sente alegria em ser útil. A mudança no personagem lembra a importância de construir uma autoestima de dentro para fora.

O afeto pode continuar, mesmo quando a vida muda

Jessie descobre que sua antiga dona deu à filha o nome de Jessie, em homenagem à boneca de infância. Isso a faz entender que mudanças fazem parte da vida e as relações podem se distanciar, mas isso não apaga os momentos de alegria.

Pertencer não deve custar a sua identidade

Bonnie esconde os gostos pessoais para participar de um novo círculo social. Com o tempo, a leveza e a espontaneidade são engolidas por uma apatia. É a amizade com Blaze que devolve a cor aos dias e a faz retornar para a própria essência.

Tecnologia entretém, brincar transforma

A cena em que Jessie passa a noite apertando botões para ganhar um jogo elucida a diferença entre algo que traz felicidade daquilo que apenas entretém. Na cena seguinte, quando Bonnie pega os brinquedos, é necessário que ela utilize a imaginação para criar uma narrativa. A animação muda para um estilo visual que faz referência à aquarela e ao giz de cera.

O filme não cria uma guerra contra a tecnologia, mas lembra que ela deve ser utilizada com equilíbrio, e não como mediadora da vida humana.

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