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Lições de Toy Story 5 que inspiram todas as idades

Por Romances e Leituras · · 3 min de leitura
Lições de Toy Story 5 que inspiram todas as idades
(Foto: divulgação) Em 'Toy Story 5', os brinquedos estão diante de um novo desafio: ajudar as crianças a lidar com com a tecnologia

Em 1995, Toy Story foi lançado com uma trilha sonora que encantou gerações. Trinta anos depois, o quinto longa-metragem da franquia parece resgatar esse espírito de cuidado para ajudar as crianças a viverem os desafios da infância na era da tecnologia.

A história acompanha Bonnie, que, tímida demais para falar com outras crianças pessoalmente, conta aos pais sobre a dificuldade de fazer amigos. Preocupados, eles decidem comprar um tablet infantil que promete aumentar a vida social dos pequenos por meio de chats e jogos em uma rede social.

Logo de cara, Bonnie faz três amigas. O problema é que, para elas, brincar com bonecos é algo infantil. A personagem acaba deixando Jessie, Buzz e os outros brinquedos de lado para ficar online e não sofrer bullying das novas colegas.

A trama principal não foca na disputa pelo posto de favorito, mas na necessidade de salvar a criança que amam para que ela não viva uma infância inteira no modo automático provocado pelo uso de telas.

A liberdade de saber o próprio valor

A mudança de comportamento de Woody é algo quase inevitável. Antes, a busca por validação externa moldava seu senso de valor. Com mais maturidade, Woody parece ter alcançado a liberdade. Sem a necessidade de pertencer a alguém, ele decidiu viver com os amigos que ama e ajudar outros brinquedos porque sente alegria em ser útil.

Essa mudança lembra a importância de construir uma autoestima de dentro para fora, sem que ela dependa do quanto somos valiosos para o outro.

O afeto pode continuar, mesmo quando a vida muda

Quando Jessie retorna à casa onde viveu com a antiga dona, as memórias de abandono parecem retornar. Ao correr em direção à árvore onde as duas brincavam, ela descobre que sua antiga dona deu à filha o nome de Jessie, em homenagem à boneca de infância.

Esse novo recorte a faz entender que mudanças fazem parte da vida. As relações podem se distanciar, mas isso não apaga os momentos de alegria. As despedidas podem ser difíceis, mas também bonitas e carregadas de gratidão.

Pertencer não deve custar a sua identidade

“Você ainda brinca com bonecos?”, perguntam as novas colegas de Bonnie, em tom de julgamento. Envergonhada, ela esconde os gostos pessoais e adota interesses que não lhe trazem felicidade genuína. É a amizade com Blaze, baseada em afinidades reais, que devolve a cor aos dias e a faz retornar para a própria essência.

Uma única amizade pode ter mais valor do que cultivar relações rasas que te afastam de si mesmo.

Tecnologia entretém, brincar transforma

A cena em que Jessie passa a noite apertando botões para ganhar um jogo elucida a diferença entre algo que traz felicidade daquilo que apenas entretém. Na cena seguinte, quando Bonnie pega os brinquedos, há um contraste claro. Eles são “incompletos”, e é necessário que ela use a imaginação para criar uma narrativa.

O filme não se propõe a criar uma guerra contra a tecnologia, mas lembra que ela deve ser utilizada com equilíbrio, e não como mediadora da vida humana.

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