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7 filmes para desacelerar e sentir a beleza do cotidiano

Por Romances e Leituras · · 2 min de leitura
7 filmes para desacelerar e sentir a beleza do cotidiano
Diretor: Wim Wenders

Em tempos de pressa e excesso de estímulos, uma seleção de filmes encontra beleza no cotidiano, nos silêncios e nos pequenos encontros. As produções, reunidas pela revista Vida Simples, oferecem uma pausa para observar e sentir o presente.

O cinema às vezes é um lugar para escapar da realidade. No entanto, também acontece justamente o contrário. Em vez de nos afastar da vida, alguns filmes nos devolvem a ela. São histórias sem grandes reviravoltas, protagonizadas por pessoas comuns, que enfrentam dúvidas, perdas, afetos e pequenas alegrias.

Ao acompanhar personagens que vivem conflitos humanos, o espectador desacelera por algumas horas. Os filmes não oferecem respostas prontas e ampliam a capacidade de observar, sentir e habitar o presente.

'Dias Perfeitos' (2023), do diretor Wim Wenders, acompanha Hirayama, um faxineiro de banheiros públicos. Sua rotina é filmada para mostrar uma forma de presença. O filme não explica o protagonista, e essa lacuna é proposital. Há um conceito japonês que atravessa o filme, o komorebi, que descreve a luz do sol filtrada pelas árvores.

'Nomadland' (2020), da diretora Chloé Zhao, mostra Fern, que perdeu o emprego e começou a viver em uma van. O filme acompanha sua travessia pelos Estados Unidos de maneira quase documental. A vida de Fern é uma resposta ao colapso econômico e uma escolha genuína.

'Frances Ha' (2012), do diretor Noah Baumbach, tem Frances, uma dançarina de 27 anos em Nova York. O filme é em preto e branco e se recusa a fazer de Frances uma personagem para ser admirada ou lamentada. É um filme sobre a distância entre quem você imaginou que seria e quem você está sendo.

'Lost in Translation' (2003), da diretora Sofia Coppola, mostra Bob e Charlotte em Tóquio. Nenhum dos dois sabe o que fazer consigo. O filme constrói um estado de estar levemente fora de lugar. Bob e Charlotte não se apaixonam da forma que os filmes costumam mostrar, eles se encontram.

'Drive My Car' (2021), do diretor Ryusuke Hamaguchi, acompanha Yusuke Kafuku, que perdeu a esposa e precisa ensaiar uma peça em outra cidade. As conversas dentro do carro se tornam o espaço onde o luto começa a se mover. O filme entende o processo de perda colocando as cenas mais densas dentro de um automóvel em movimento.

'Aftersun' (2022), da diretora Charlotte Wells, mostra Sophie aos onze anos viajando com o pai. Anos depois, adulta, ela revisita imagens gravadas para tentar entender o que acontecia com ele. O filme funciona em duas temporalidades e diz mais pelo que não mostra.

'Dor e Glória' (2019), do diretor Pedro Almodóvar, apresenta Salvador Mallo, um cineasta veterano que não consegue mais trabalhar. O filme organiza a vida do protagonista em torno de uma série de perdas. A proposta é que entender de onde você veio pode ser a única forma de voltar a fazer qualquer coisa.

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