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8 músicas de Rita Lee sobre o aprendizado de viver

Por Romances e Leituras · · 4 min de leitura
8 músicas de Rita Lee sobre o aprendizado de viver
8 músicas de Rita Lee sobre o aprendizado de viver

Oito músicas da Rita Lee sobre o aprendizado de viver

Rita Lee foi uma figura impossível de replicar. Ela explorou e revolucionou diversos aspectos em diferentes áreas. Como uma das maiores vozes da cultura brasileira, Rita não deixou de dizer ou viver o que acreditava. Esse conjunto de fatores fez dela uma artista que representa a vida de maneira plural.

Em sua carreira, vemos uma mulher que arriscou o novo várias vezes. Nos anos 1960, com Os Mutantes, teve papel fundamental na luta contra a ditadura militar, além de revolucionar a música nacional ao misturar rock, música popular, psicodelia e experimentação artística.

A partir de 1970, quando decide seguir carreira solo, ela assume ainda mais sua autenticidade por meio da musicalidade e estética, com reflexões e críticas à sociedade brasileira.

Nascida em 31 de dezembro de 1947, na Vila Mariana, em São Paulo, Rita Lee sempre dividiu sua data de aniversário com as comemorações de Ano Novo. Até 2020, quando, na pandemia de Covid-19, decidiu que não precisava ser assim. “Nunca tive uma festa minha. É sempre ‘hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser’. Não, uma festa só pra mim!”, disse.

Foi quando ela escolheu outra data, que pudesse ser uma festa só para ela. “Resolvi que meu aniversário será em 22 de maio, dia de Santa Rita de Cássia, uma data mais normal para quem sempre sofreu por nunca ter podido chamar um aniversário de seu”, explicou a cantora.

Infelizmente, ela pôde comemorar poucos aniversários nesta data antes de partir em 8 de maio de 2023. No ano seguinte, o dia 22 de maio foi nomeado como o Dia da Rita Lee pela Câmara Municipal de São Paulo, eternizando a memória da grande artista.

Para comemorar este dia, a Vida Simples separou oito músicas da Rita Lee que carregam reflexões, lições e aprendizados sobre a trajetória da vida.

'Ovelha Negra' (1975)

Lançada no álbum “Fruto Proibido”, de 1975, “Ovelha Negra” se tornou uma das canções mais emblemáticas da carreira de Rita Lee. Escrita em um período de reconstrução pessoal e artística após sua saída dos Mutantes, a música transformou uma experiência individual em um hino geracional sobre independência e liberdade. A canção lembra que amadurecer também envolve aceitar o desconforto de ser diferente e encontrar coragem para sustentar as próprias escolhas.

'Coisas da Vida' (1976)

Presente no álbum “Entradas e Bandeiras”, de 1976, “Coisas da Vida” mostra uma Rita Lee interessada nas contradições da experiência humana. A música fala sobre mudanças, despedidas, alegrias inesperadas e frustrações. A letra sugere que viver é aprender a conviver com o imprevisível.

'Nem Luxo, Nem Lixo' (1980)

Lançada no álbum “Rita Lee”, de 1980, a canção surgiu em um período em que Rita já era uma das artistas mais populares do país. A letra questiona a ideia de que felicidade depende de acúmulo ou status. Entre extremos, a cantora encontra valor em uma vida mais simples, construída a partir do que realmente importa.

'Cartão Postal' (1975)

Lançada no álbum “Fruto Proibido”, de 1975, “Cartão Postal” apresenta uma Rita Lee mais contemplativa. A música fala sobre despedidas e a compreensão de que a vida é feita de ciclos. Rita lembra que cada fim abre espaço para novos encontros. Quando canta que “alguém quando parte é porque outro alguém vai chegar”, a compositora propõe uma mudança de perspectiva.

'Desculpe o Auê' (1983)

Faixa do álbum “Bombom”, de 1983, “Desculpe o Auê” combina humor, sinceridade e autocrítica. A música fala sobre a capacidade de seguir em frente mesmo depois de erros e desencontros. A letra sugere que amadurecer não significa acertar sempre, mas continuar caminhando apesar dos tropeços.

'Pagu' (2000)

Parceria entre Rita Lee e Zélia Duncan, “Pagu” foi lançada no álbum “3001”. Inspirada na figura de Patrícia Galvão, a canção se tornou um marco de afirmação da liberdade feminina. A letra apresenta uma personagem múltipla e impossível de resumir em uma única definição, confrontando padrões impostos às mulheres.

'Jardins da Babilônia' (1978)

No álbum “Babilônia”, “Jardins da Babilônia” combina imaginação e poesia. A canção sugere que a vida continua florescendo mesmo depois das tempestades. Sua reflexão está ligada à capacidade de recomeçar e preservar a esperança.

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